Ao mestre, com carinho

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Comecei por um clichê. Mas, apesar disso, essa é uma das raras vezes que comecei a escrever já sabendo o título. Não poderia ser outro. Porque, de todos os professores que tive nesses vinte e poucos anos, ele é o melhor.

É melhor porque é o meu pai. E eu, que quase sempre fiz das palavras minha válvula de escape, nunca as usei para falar dele. Não dessa forma, publicada para posterioridade. Talvez porque nunca precisei. Porque meu pai sempre foi morada. 

Sempre foi afetivo, presente. Forte e carinhoso. E todas as sortes que eu já tive na vida, essa é a maior. Imagino que ele nem desconfie, mas é tópico diário das minhas conversas. A ponto de já perguntaram porque falo tanto dele. Pois hoje respondo que não poderia deixar de ser: ele é minha referência. 

É o abraço favorito, mesmo quando é solicitado. É o chá de alho nos resfriados. É o pão de queijo aos domingos. É o escritório com mais livros do que eu poderia ler. É o apoio incondicional, mesmo nos erros e incertezas. É apenas escutar música na sala. É o tereré do final da tarde. É a herança da farinha e da pimenta.

A lição dele que mais ecoa em mim é “seja uma boa pessoa”. Sempre vi a honestidade como uma marca dele. É um valor inegociável. Aliás, eu poderia contar sua trajetória de vida inspiradora hoje, mas acho que seja o caso. 

Outro clichê? Mil palavras jamais bastariam. Aprendi isso com ele. Esse eterno professor ensina mesmo pelo exemplo silencioso. 

Pai, amo você!

PS: Já abraçou sua filha hoje?

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