Carta ao corpo

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Estamos aqui agora, eu e você. Passamos por muito juntos. Te carrego desde que me conheço por gente. E eu já te maltratei. Rejeitei até. Mas façamos as pazes. E eu vou cuidar de você. É o único jeito de nos tornamos melhores.

É brega, mas tenho que dizer que, através do amor, podemos nos tornar melhores.

Seremos fortalecidos por bons sentimentos. Pacientes um com o outro, teremos mais capacidade de abraçar o processo, sem a fúria alcançar uma suposta linha de chegada. Decidimos ser um só.

Estamos aqui agora, eu e você, meu querido corpo.”

Uma boa relação com o corpo não é supor que estar acima de um peso considerado adequado não importa. Importa. Não é do descaso com a própria saúde física que vem a saúde mental. Mas precisamos compreender que odiar o corpo do jeito que ele é agora não é um comportamento saudável.

Aceitar o corpo que você tem agora também não é conformar-se com ele, e muito menos sentença. É entender que o ódio, vergonha não contribuem para um estado de saúde integral.

O corpo é importante: não há nada separado. Corpo e mente não podem ser dissociados. É essa a nossa morada enquanto passamos por essa experiência mágica de vida. E que precisa de cuidado. Um físico saudável é ferramenta indispensável para uma vida plena. Mas não como finalidade ou meta única.

Se não formos capazes de ver a beleza do que o corpo pode nos proporcionar, corremos o risco de cair em qualquer armadilha para ter um corpo que parece belo.

Do contrário, alguém que aceita o momento como ele é e respeita seu corpo não topa qualquer negócio para emagrecer (ou para ganhar massa).

A paciência e consistência em seguir um planejamento coerente, que pode ser demorado, vem dessa nova forma de enxergar o corpo.

Não estamos mais em guerra. E é do respeito e gentileza que nasce o carinho, cuidado e força necessária para mudar.

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