Palavras que mudaram as minhas

Categorias Uncategorised

Sejamos francos. Nós somos ruins em muitas atividades e bons em outras. Todos nós. O fato é que não ser excelente em algo não anula seu êxito em outras áreas.

Sentimos vergonha e culpa por não sermos 100%, quando, na verdade, jamais o seremos. Guardamos dentro de nós vulnerabilidade.

Acredito sim que exista talento inato. Algumas pessoas tem uma facilidade inexplicável para determinada tarefa. Mas acredito também que quase todas as habilidade humanas podem ser desenvolvidas com dedicação, esforço e energia.

Ainda que Beethoven fosse um gênio, duvido que tenha composto a Quinta Sinfonia no primeiro ano como músico.

Pode parecer patético, mas o livro “A coragem de ser imperfeito” virou uma chave pra mim. Sim, esse texto é sobre os livros e vídeos que mudaram minha forma de enxergar a vida (e não grandes obras da literatura/ganhadores do Emmy).

Com o perdão da palavra, mas eu me achava um cocô. Hoje, eu posso afirmar feliz que me sinto um cocô também. Mas um bem bonito, saudável, de gente que come verdura e toma bastante água. A vergonha era tanta que escondi por anos textos no meu computador porque acreditar que não eram bons o suficientes.

Por causa desse livro, entendi que esse medo não é só meu. É compartilhado por 99,9% dos habitantes desse planeta que guardam dentro de si o receio de não serem suficientes. É preciso, de fato, coragem para mostrar a vulnerabilidade e reconhecer que somos falhos.

Isso é justamente o que nos conecta.

Precisamos prestar atenção aos nossos sentimentos de inadequação. Porque, por trás dele, mora um pensamento errôneo de que “deveríamos ser perfeitos em todas as áreas da vida”. E isso nunca existirá.

A “Grande Magia” de Elizabeth Gilbert – sim, aquela de ‘Comer, rezar e amar” – mudou a forma como via meu trabalho criativo. É um presente. É divino. É maravilhoso. A capacidade de escrever é um privilégio e uma honra, independente do feedback. Eu passei a realmente me conectar pelo prazer da criação e não pela possibilidade de reconhecimento. 

Sou grata a cada pessoa que investe seu precioso tempo lendo o que escrevo (oi, você do outro lado da tela!), mas eu continuaria a escrever mesmo sem qualquer retorno.

Já Carol Dweck, a responsável por uma das palestras TED com mais visualizações da curta história da Internet, me contou sobre o poder do “ainda”. É uma mudança sutil e, ao mesmo tempo, poderosa. Explico.

Quando vamos mal numa prova, nossa reação é procurar explicação razoável em tal evento. Os professores tornam-se vilões ou nós mesmos, em nosso burrice incorrigível, somos responsáveis pelo fracasso. “Eu nunca vou aprendeu esse assunto”. “Matemática (ou bioquímica, numa versão levemente autobiográfica) não é pra mim”. Ou “do que adianta ser PhD se não tem didática?”

Essa relação com a lógica é algo humano, sempre buscando um porquê. Mas nem sempre esse motivo é encontrado. Mas a realidade tem bem mais nuances essas nossas falhas cognitivas: você pode ser bom em português e cometer um erro.  A sacada é substituir o velho pensamento de “eu não consigo” por “eu não consigo… ainda”.

Ainda: nessa pequena palavra mora a possibilidade de vislumbrar o sucesso em um futuro próximo.

Um erro do passado, deslize ou mesmo inabilidade não define a minha (ou a sua) trajetória. Quem você foi não define quem você será.

Livros de desenvolvimento pessoal, ainda que beirando a autoajuda, me ajudaram a vencer muitas paranoias que guardava na minha cabeça como verdade. Eram crenças só que me limitavam.

Lógico que, uma vez que você acredite que é capaz, uma habilidade não lhe é dada automaticamente.

Mas é um passo imprescindível. 

Até lá… finja até conseguir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *