Papos de auto-estima

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Tirem os homens (temporariamente) dessa página! A eles, todo o meu respeito. Mas me dirijo ao público feminino para falar de algo bastante batido.

Ah, a auto-estima!

Se é batido, por que falar de novo? Precisamos. Auto-estima não só aquilo que te faz se sentir bonita ao olhar no espelho. Ou colocar um biquíni na praia e sentir-se em paz. Não porque o corpo anda dentro do padrão que espalharam por aí, mas porque cabe a cada um o direito ( e o dever de ser quem é). E do jeito que é agora.

Tudo isso é muito importante. Mas vamos em frente. Porque não é só isso.

Auto-estima é sentir que sua palavra é necessária. Saber-se dos seus defeitos e. Honrar teus valores e qualidades. Do lado escuro da força, todos compartilhamos. Mas também somos as capacidades que reconhecemos como nossas e de mais ninguém

E esse é o ponto principal: auto-estima é sua relação com você mesma. É do interior que vem a força para caminhar com a cabeça erguida. Mesmo que a moda faça com que você sinta necessidade de se esconder em um canto do quarto.

Auto-estima não é só imagem corporal. Embora também seja, Mas é também aquilo que te faz suspirar por relacionamentos mais produtivos, confiar na sua habilidades de trabalho e desenvolver aquilo que é sua missão.

É a coragem de reconhecer-se e buscar aquilo que é necessário para dizer ao mundo aquilo que só você pode.

Pensando bem… Homens! Voltem!

Auto-estima não é só um papo feminino. A percepção que temos que nos encaixar em algum modelo pesa a todos nós. E todos nós merecemos um relacionamento amoroso: com nós mesmos e com o outro.

E o mundo… é um espelho. A forma como você trata a si mesmo repercute no outro. É possível sim amar aos outros sem antes amar a si mesmo. Não acredito que não seja. Mas esse amor então vira necessidade do outro e não uma maravilhosa experiência de partilha.

Será então apego. Cura para nossa carência e incapacidade de sermos felizes sozinhos. Somos completos. Ou, como demonstrou Jout Jout em seu maravilhoso vídeo recente, tapar e destapar os buraquinhos faz parte da vida.

A presença do outro não é obrigatório. Mas a sua (e de suas incompletudes) sempre é. Eles podem ir e vir. Eles provavelmente o farão. Mas ali permanecerá você.  E não é tristeza supor que estamos sozinhos. É realismo. Só assim podemos criar laços reais que são conquistas por compromisso e amor genuíno.

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